quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Quando um cão é... um cão ;)

Meu cachorro é um cachorro. Normalmente essa afirmação seria tomada como uma tola redundância, porém, hoje farei dela uma metonímia (é, aquela aula da tiazinha de português: "Belém, cidade das mangueiras" que todos nós freqüentamos um dia). E, de acordo com um dicionário lendário aqui de casa, cachorro é também um sujeito safado, cafajeste, travesso. E eis o porquê da metonímia...

    Um dos "males" que afligem pessoas idosas é o coração mole. Meu pai, alguém próximo a sete décadas, não é exceção a esta regra. Digo males pois foi isso que o fez acreditar que um cachorro interesseiro e nada tolo com o Flit (juro que o nome não foi idéia minha) acharia fantástico o fato dele organizar sua coleção de sabe-Deus-quantos DVD's piratas. Um tom guti-guti apossou-se por completo de sua voz, normalmente trovejante e com ar brigão, ao chamar a doméstica aqui de casa, gabando-se: "OOooolha Jana, veja como este cachorro é companheiro, está aqui, debruçado sobre o batente da estante querendo saber o estou fazendo". Jana olhou, sorriu e retornou aos seus afazeres. E lá, firme e forte, Flit, o cachorro metonímico, continuava sua vigília sob as atividades do abobalhado patriarca desta família. Em um dado momento, meu pai saiu do corredor e foi para a sala terminar sua organização, no que Flit prontamente seguiu-o e sentou-se ao seu lado, com um ar de "nossa, que legal! Me ensina a empacotar DVDs?". E lá meu pai todo gabado chamou novamente a empregada: "Oollha Jana, que bonitinho". Mas meu pai logo estranhou aquele olhar sério, as patinhas dele batendo rápido no chão e uma rosnadinha de descontentamento. Bem a tempo


 

Porque aquele "companheirismo" nada mais era do que um cão em desespero por ver seu pacote de biscoitos sendo guardados e prestes e serem escondidos junto com um bocado de DVDs...

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Mileide botando quente na turma...


Apesar de parecer, esta não é a frequencia de uma escola no Rio de Janeiro em dia de chuva. Trata-se de um claro sinal de desespero num dia de prova da Mileide + Mauro (Na proporção de 90% Mileide + Mauro qsp 100%)

Uma quarta feira normal e que mereceu um click pelo comparecimento de seis almas penadas em uma sala onde estudam uns trinta... ;-)

A Graça não gostou nada da brincadeira rssss.... que fique claro!! ;D

quinta-feira, 18 de março de 2010

Reativandoooo

Besteiras ao leo is back!! Tadinho, todo abandonado o meu blog =/

Pai desnaturado!!

Aconteceu algo recentemente que me deixou espantando. Não citarei nomes, mas o que leva uma pessoa a abandonar um grupo de maneira irremediável e num passe de mágica voltar como se mas de dois anos nao tivessem se passado?? Teorias não faltam, uma mais tosca que a outra, mas fico imaginando se é muita cara de pau ou muita falta de noção...


cenas para os proximos capítulos!!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Tio Patinhas e Jesus Cristo: mera questão de semelhança

Prólogo

Estacionar em Belém nos dias atuais é uma tarefa interessante. Ao menos nenhum motorista carente pode reclamar disso, visto que basta você parar o carro na via pública por mais de 5seg qu,e das trevas, das árvores ou do solo brotam umas figuras segurando um bagulho cor laranja-encardido – normalmente chamado de flanela - dizendo "âE chefe, Aê chefe" e apontando seus malditos polegares para o alto, num claro sinal de "Não vou reparar o teu carro, mas no final quero ser pago por te fazer de trouxa e ainda sim dizer que estou trabalhando".


 

Tio Patinhas e Jesus Cristo, qual a ligação??

Sábado tranqüilo. O Carlos Albert estava por aqui e saímos para jantar. Ele, a mulher dele, Bruno e eu. Após eu dar um show ao volante, com uma morridinha básica, várias buzinadas, e uma acelerada gostosa com o pé socado na embreagem (culpa do Carlos Albert, lógico), conseguimos estacionar.

    Pois bem, estacionei. Para o meu espanto, ninguém brotou. Então fomos todos milagrosamente desacompanhados até o dito restaurante. Comemos, falamos besteira e mal dos outros. O padrão. Ao entramos no carro eu notei pelo retrovisor uma aproximação esquálida figura. Uma flanela do sexo feminino num óbvio approach para recitar mentalmente a frase citada no prólogo. Ao chegar, ficou me olhando como se eu fosse o idiota que não soubesse o que devia fazer. Então, em uma incrível interpretação do meu papel de trouxa, peguei a primeira moeda que apalpei, uma de 25 centavos, e entreguei. E os acontecimentos desencadeados após isto eu jamais hei de esquecer...

    "Vários estalos se iniciaram dentro do carro. Vidros frontais e laterais emitiam sons impossíveis em condições normais. Em meio à confusão e atordoamento, Carlos Albert constatou o que os causara. A moeda de 25 centavos acabara de ser lançada com toda a força para dentro do carro, viajando do banco do motorista até o lado dele."

    São momentos como esse que me fazem entender o porque das mortes aparentemente sem motivo que encharcam de sangue das páginas policiais. Fui tomado de uma fúria tão grande que precisei simplesmente me grudar ao volante do carro bem uns 30seg pra não ter que descer moer cada pedaço do corpo daquela criatura. Quando desci, iniciei a aproximação, ainda sedento, e comecei a criar um monte de imagens bem sanguinárias para só então começar a me acalmar. Eu precisava me acalmar. Afinal, eu adoraria chutá-la até observar o seu próprio pulmão sair pela boca, mas meu bom senso avaliou que esta divertida opção me traria mais dor de cabeça que benefícios, então fiquei só com a confortante idéia. Quando ela me olhou, vi claramente a dilatação de suas pupilas e uma respiração instantaneamente entrecortada, mãos levadas à altura do tórax e rosto em uma inútil tentativa de defesa. Ri-me daquilo ao voltar para o carro. Minha aparência não devia estar muito agradável, no final das contas. Xinguei-a e ela foi se afastando, sem jamais dar as costas.

    É bom ter amigos. Especialmente em horas como aquela. A questão é só que eu não concebo como um filho-de-rapariga-sem-vergonha como o Carlos Albert conseguiu concluir que a melhor opção para me acalmar naquela hora foi acertar moedadas a noite inteira, enquanto jogávamos bilhar...

    Sorte dele que a moeda era de cinco centavos...Gordo fdp! Rsss ;)


 

Epílogo

    Das mil coisas que pensei naquela noite, três certamente me fizeram rir:

  1. Judas jamais traiu Jesus por um saco de moedas de prata. Certamente o sacana acertou uma moedada certeira no pobre coitado na noite da Santa Ceia. (Calma cristãos...amigo....amigo...)


     

  2. Tio Patinhas considera tanto aquela maldita moeda Nº 1 não porque ela lhe trouxe fortuna, mas sim porque foi a primeira e última que o safado acertou no Pão Duro MacMoney antes de os dois cortarem relações para todo o sempre.


     

  3. A Casa da Moeda é o inferno na Terra.

    

domingo, 29 de novembro de 2009

Noiva É sensação!


Então, qual a primeira coisa que lhe passou pela cabeça ao ver essa imagem?

1- Sou feeeeliz, por isso estou aaaquii, também quero viajar nesse balãaao...

2- Umas com tanto...outras com tão pouco

3- Isso me lembra uma música. Ela começa assim "Te amo espanhola...te amo espanhola...."

4- No caso dela, a expressão 'Matar no peito' não é uma metáfora.

5 - Jamais imaginei que a expressão "O encontro de dois mundos" pudesse assumir uma forma tão....literal.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Quando o Bom Senso Venceu o Português!

Que a minha irmã é meio lezada (no sentido Cômico da palavra), disso boa parte dos que a conhecem sabem perfeitamente. E para os que nao a conhecem, ler este post ajuda a entender um pouco. (Porque a Manu é lezada?)

A última foi esta:

Ao que parece, meu pai precisava passar um cheque de cinquenta reais. De repente este trava em alguma parte da escrita, anunciando:

Pai: Minha filha eu tô ficando velho. Simplesmente nao consigo lembrar se "50" se escreve com "qu" ou "cu".

Muito pensativa, Manu responde: Poxa, Pai! É mesmo??


Mais pensativa ainda, vem a Eureka: Hummm....Ah pai, quer saber?? Faz dois cheques de vinte e cinco e pronto!

Ainda bem que risada nao mata muito rápido...

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Blue Sands

Nada melhor que um final de semana rodeado de amigos. Fomos todos à Salinas, uma praia controversa. Tres dias de ventos nostálgicos, vodka com mel e muitas risadas. A lista:

Abílio
Tia Bia
Beck
Lora Mala (Dani)
Celso (MOthErFuckeR DYing Bitch!)
Mauricat
Maitê

Eol :D

Apesar da velhice de alguns (especialmente Abílio que nao aguentou uma noite sequer sem chorar sonolência), valeu pela lua no domingo, tão linda que estava, que pintou de azul toda a extensão da praia. Uma coisa realmente fantástica de presenciar. Jogamos dadinhos, bebemos e rimos horrores.

All hail to my friends!!!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

E viva a Jovem Guarda!!

"A cantora Vanusa, sucesso durante a Jovem Guarda, participou em março deste ano de um evento promovido pela Assembleia Legislativa de São Paulo. Cinco meses depois, o vídeo que mostra a participação da cantora foi parar na internet e virou sucesso na rede por conta de uma gafe de Vanusa ao cantar o Hino Nacional." Folha Online 30/08/2009 - 20h38

Juro que tive que escutar duas vezes pra acreditar...


Vanusa supostamente bebada cantando o hino Nacional


Depois de ver isto, soa até engraçado algo que eu ouvi certa vez...

"Minha Nossa Senhora da Bicicletinha, dai-me equilíbrio!"

AHUAHuAHAUI

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Penso, logo sou Farmacêutico.

No decorrer de nossa longa jornada enquanto estudantes, nos deparamos com todo o tipo de professor. Há aqueles que serão lembrados por terem sido tão cretinos a ponto de nos causarem ânsias com a simples menção de seus nomes. Há aqueles de que lembraremos rindo seja pelas piadas ou por trejeitos cômicos, fala enrolada, pelas cantadas nas alunas ou mesmo um estilo old-fashioned. E há aqueles lembraremos por termos desejado sinceramente saber tanto quanto ou mais que ele/ela. Enfim, certamente há todo o tipo de professor para ser lembrado.

No sexto semestre do meu curso de Farmácia tive a oportunidade de conhecer uma professora chamada Marselle. Sua aparência é tipicamente nerd: Cabelos em tonalidade revoltosos, óculos de aros largos e às vezes uma mochilinha. Well, alguém aí poderia atestar tratar-se apenas de mais uma personalidade freak do meio acadêmico. Ledo engano, my friends. No decorrer de suas explanações – a propósito, Política de Saúde e Planejamento – Marselle demonstrava aptidões terrivelmente admiráveis ao meu ver: humor ácido, despojado, livre daquela irritante aura de superioridade acadêmica, recheado de piadas por vezes tão maldosas quanto veladas, algumas pitadas de contextualização bem colocadas e uma eloqüente habilidade de questionar o nosso paradoxal modelo de saúde pública que, ao mesmo tempo, consegue ser um dos mais avançados do mundo e, em medida igual, um dos mais esfacelados dos quais tenho conhecimento. Eu adorava escutar aquelas coisas, mas a maioria achava a aula um saco. Povo não curte história, não gosta de leitura, não gosta de pensar ou refletir sobre a realidade! Francamente, eles deveriam entender que tanto o mundo quanto a nossa querida profissão podem ser mais interessantes e intelectualmente mais atraentes que as lentes de um microscópio, laudos repetidos e reproduções robóticas da técnica escrita nos kits de glicose! >:D Mas enfim, né?

Meu pensamento na época era um só: "Caraca, imagina sentar numa mesa de bar com essa maluca, deve ser muuuito doido...". Este que era compartilhado pelo meu amigo Carlos Albert, que tinha idéias semelhantes sobre aquela nova professora. Mas o tempo passou, tentamos convidá-la um par de vezes para um clássico almoço na Hut e... não deu em nada! ;/ Mas a idéia permaneceu, incólume, em algum canto da minha memória. Estávamos então no primeiro semestre de 2008.

    Sexta feira, 21 de agosto da Era comum, ano de 2009

    O destino tem um modus operandi que eu sempre considerei fascinante: ser insondável por excelência! Pois eis que nesta bendita sexta-feira eu estava a vagar pela Brás de Aguiar em busca de um local que adoro freqüentar: Cafés. Sim, ambientes de arquitetura refinada, atendentes sorridentes, bebidas e quitutes diferenciados e acima do preço normal. O típico lugar onde você puxa um livro para ler, gasta dinheiro sem notar e perde a noção do tempo.

    Ao entrar, olhei ao redor e lá estava ela, afundada numa poltrona de um lugar. Quando eu a vi, logo pensei "Olha que m....! se eu tivesse marcado não teria dado certo!". Após os cumprimentos iniciais, comecei a falar a respeito da minha caótica situação e também iniciamos uma ligeira troca de idéias a respeito de simbolismos referentes à figura profana/divina da serpente, aquela mesma presente nos cursos de farmácia e medicina, bíblia e afins. Não nos alongamos muito. Logo chegou uma terceira pessoa junto à mesa, creio que esperada pela Marselle. Mas essa daí eu prefiro não comentar a respeito, pois é o tipo de pessoa que dá vontade de socar só de ouvir falar.

    Só para se ter uma idéia, ela odeia a vida. E especialmente o Círio de Nazaré. AHUAHuaHAUhUAHAUhAU

    O que importa é que realizei uma antiga vontade. Não me decepcionei. Marselle é doida, engraçada e capaz de viajar numa variedade de assuntos, pelo que pude perceber. Nada me consterna mais do que conversar meus amigos e até mesmo professores que são incapazes de debater quaisquer assuntos fora do nicho de suas pretensas áreas, munidos por vezes de argumentos tão provincianos que, se branquinho eu fosse, ruborizado estaria. auhauhauha

     A capacidade de questionamento e análise de nossos paradigmas é um dos exercícios mais nobres e antigos da nossa civilização, sem sombra de dúvida. E para minha tristeza esse exercício é pouco ou quase nada praticado pelo profissional farmacêutico. Minha admiração pela Marselle, além das demais coisas supracitadas, reside no simples fato dela demonstrar que isto ainda é plenamente possível.

    Porque, na boa, agora eu sei que não serei um farmacêutico sozinho neste mundo!!! auhahuauhauh


 

Vlwwwwww Marselle! ;D

E até o próximo Café!

domingo, 16 de agosto de 2009

About a girl...

Há um programa chamado Caçadores de Mitos (Mythbusters!). São uma espécie de malucos patrocinados para testar a veracidade de lendas urbanas quaisquer. E o que aconteceu comigo me fez lembrar justamente deles porque os Mythbusters! é que vão atrás dos mitos que desejam testar. Só que, no meu estranho caso...

Foi o Mito quem me "caçou"

Tenho um amiga de turma chamada Silvany. Ela, do alto dos seus muitos metros de altura (dáaa-lhe Lorão!), sempre falava a respeito de sua família quando o assunto era a formatura. E falava de sua parentada, especialmente após participarmos um do orkut do outro. Sabe, não tenho o hábito de fuçar orkuts. Eu basicamente utilizo o meu para responder scraps e postar fotos. Ponto final. Porém, ao adicionar a Sil, eu vi na primeira parte das lista de amigos dela uma pessoa bela, muy bela. E claro, tão logo eu a vi, no dia seguinte já estava perguntando à Sil de quem se tratava. "Ah, uma sobrinha minha" (ainda que eu jure lembrar de "prima"). E esta sobrinha/prima passou a ser assunto sempre que falávamos da tal formatura e da família da Sil. Assanhado nada, né?! Magina! Porque imaginem vocês o seguinte: Se a Silvany já é bonita do jeito que é, logicamente faz-se a projeção para o restante da sua família. Tudo bem que isso não seja certeza, porém, no caso da família da Sil, esta projeção calhou com perfeição!

Baile de formatura. Eu lá, dançando e pulando horrores como se fosse o último dia da minha vida, quando percebo a Sil vindo em minha direção, acompanha de uma pessoa. Uma mulher. "Diogo, queria te apresentar uma pessoa. Essa aqui é a Carol, minha prima" (mais uma vez eu lembro de prima). Eu juro que alí, na hora, nao liguei o nome à pessoa. Mas nos quatro passos de distância que ela tomou, minhas engrenagens mentais começaram a freneticamente processar aquilo.

"Porque me apresentou? Hum, Carol???? Hummm...Carol, Carol, Carol, prima? Epaaaa, Peraí? Parente da Sil? Prima? CAROL? MEU DEEEEEUS, É A CAROL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!"

É, demorou uns segundos, mas a ficha finalmente havia caído. ERA ELA MESMA!! A sobrinha-lenda ali, diante da minha pessoa, uma oportunidade única. Logo me toquei, fiz o que qualquer homem com coragem o suficiente faria diante de uma mulher bela, muy bela, :

"Vamo dançar?"

Mulher bonita é uma raça que intimida.... ahahahahah Mas tudo tem uma explicação. A Carol é assim: Alva, cachos dourados, dona um sorriso absolutamente desarmante e, como se já nao bastasse, esbanja uma expressão de tamanha simpatia que só olhando para entender. E alta... ELA É ALTA, QUASE DA MINHA ALTURA!! É muita coisa para um pobre coração como o meu suportar AUHAuhAHUAHU. Dançamos um bom tempo uns forrozinhos lá no meio do salão e conversamos até bastante. Eu tinha que aproveitar. E aproveitei! Faltou os ritmos locais que nao pudemos desfrutar, visto que ela teve que deixar o local cedo pela bebê da Sil. Imprevistos...

O que posso dizer é que valeu muito ter conhecido a Carol. Ela voltará ao Sul e talvez jamais volte a pisar em solos paraenses, tal qual a Sil (/triste). Porém, creio que toda vez que ela lembrar daqui certamente irá recordar-se de um maluco que escreveu sobre ela e a tirou para dançar no meio de um baile de formatura. E isto, por sí, já vale a pena.

A sobrinha-lenda deu as caras. Apareceu numa festa estonteantemente bela. E dançou comigo!

Os Caçadores de Mitos procuram a verdade por trás dos Mitos, e tenho certeza que eles são mais felizes quando os mitos são uma mentira.

E eu, se fosse um Caçador de Mitos, estaria absolutamente frustrado porque esta pequena lenda pessoal chamada Carol, com todos os seus encantos, é a mais pura e cristalina verdade!

sábado, 15 de agosto de 2009

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Adrik Wildstep

Esse post é a continuação do A magia do rpg

Enjoy it...

Hoje ocorreu o inevitável. Ali, sob a água pura daquela fonte, foi momento de isolamento e quietude ideal para prantear as perdas. Desejei a volúpia simples de lágrimas, mas não me foi concedido. Ao contrário, uma angústia lancitante e pesar descomunais caíram sobre meus ombros, demonstrando um peso infinitamente maior do que as das pesadas placas de metal que me protegem. Hoje, na infinitude daqueles poucos minutos lembrei de Aramil, aquele pequeno e divertido tolo. Lembrei de Vondal e Brandis, a quem jamais tive oportunidade de agradecer apropriadamente por devolverem-me a vida quando caí na batalha contra aquele dragão e no assalto à casa em chamas frente aos mortos que caminham, respectivamente. Lembrei dos pequenos Tryn e Redver, sugados pelo vortex do destino. Sim, hoje foi o dia para prantear os que partiram.

E preciso me questionar o porque. Avandra, por quantas batalhas mais, com teu auxílio, terei de devolver a vida aos que me acompanham e, em medida dolorosamente igual, terei de vê-los partir diante de meus olhos sem que nada eu possa fazer para protegê-los? Incontáveis vezes roguei a Ti o poder para proteger aqueles que comigo caminham e incontáveis vezes tua benevolente mão a eles foi estendida. Mas porque Avandra, porque todo o meu esforço parece insuficiente para protegê-los no momento mais crucial?

Em minha mente ficará a imagem daquele elfo negro caído, sendo impiedosamente morto pelos nefastos Zentharins. Em minha mente ficará até o dia do meu encontro definitivo contigo a imagem de um elfo de aparência fria e ideais incontestáveis. Uma existência que preferiu toda a sorte de discriminação que habita a superfície a perecer junto aos hediondos caminhos que sua raça traça há gerações. E agora, diante deste túmulo e desta crua lápide improvisada de pedra, só há uma coisa na qual consigo pensar como homenagem final ao elfo negro Houndael.

“São nossas escolhas que revelam quem realmente somos, muito mais do que o lugar de onde viemos.

Que sua alma encontre a paz, meu caro Drow...”

Adrik Wildstep


A magia do RPG

Sim, sou jogador de RPG. \o/ Não mato pessoas, nao cultivo qualquer tipo e sociopatia tampouco esperem qualquer esteriótipo que os façam olhar e dizer "Ahh...aquele ali com certeza é um jogador de RPG". Poisé, eu sou "normal", como qualquer pessoa "normal". O que me faz abordar isto aqui hoje é um personagem que eu interpreto num jogo chamado Dungeons & Dragons. É um rpg medieval cheio de magia, dragões e toda a sorte de intrigas. Ele se chama Adrik Wildstep. É um anão paladindo seguidor da Deusa dos Viajantes, Avandra. Ele tem suas próprias idéias a respeito das coisas que ele vive, entao resolvi postá-las por aqui. Pode ser bem interessante a maneira como um personagem enxerga o mundo que o rodeia.

Enjoy it...

Eu acredito quando dizem que a morte é o fim. Eu a entendo como o final do deleite e da dor que pode significar viver. Os que morrem encontram, teoricamente, algum descanso, deixando aos que ficam a responsabilidade de carregar triste e saudosamente seus ideais, sonhos e crenças. E não quero dizer que ao morrer aquela pessoa deixa de existir em outros planos ou de outras formas. Eu apenas sustento a visão egoísta de que para nós, ou seja, os que ficam, é um penoso adeus final.

Eu respeito os mortos. Os respeito porque um dia eles caminharam sobre o mesmo chão que meus pés tocam, fossem eles conhecidos como respeitáveis heróis ou temidos vilões, fossem eles geniais artífices ou alguém que dorme ao relento. Eles foram alguma coisa e estiveram ali por algum desconhecido motivo. Portanto, ao morrer, eu os respeito por entender que a morte é indiferente a tudo aquilo que eles foram em vida. É o estado mais primordial desde o momento em que qualquer um de nós vislumbrou a luz do sol ou das estrelas ao nascer.

E hoje todas essas coisas trespassaram meus pensamentos como uma lâmina afiada retalhadora de almas, quando tive de escolher entre o corpo élfico de um companheiro caído em batalha e alguém vivo que era nosso objetivo dentro daquele inferno todo. Eu tive que escolher sozinho entre a vida e a não-vida. Tive mais uma vez deixar alguém para trás e isso reavivou minhas atrozes lembranças de Impiltur. No entanto, mesmo que este dilema me tortute impiedosamente, sinto que se eu entregasse meu companheiro caído nas mãos nefastas daquele sórdido Zhentarim, eu estaria entregando a ele bem mais que um “simples” corpo.

Eu também estaria entregando em suas mãos parte daquilo que sou.

Adrik Wildstep

terça-feira, 5 de maio de 2009

Domigo, ô dia perdido...

03/05/2009

Essa aconteceu neste domingo. Minhas duas tias muy amadas estavam aqui em casa escutando um maravilhoso sertanejo enquanto eu, puto da vida, tentava entender uma matéria chamada Toxicologia para amanha, segunda. Cada vez que uma nota aguda da mais pura cornice era cantada, eu me revirava na cama dolorosamente. Não, não fui corno recentemente, ao contrario do que possa parecer. E sim, já fui corno um dia, claro, quem não foi? Em um dado momento, a nada normal da minha Irmã adentra no quarto para mexer no computador e eu aproveitei para soltar os cachorros:

Diogo: Pqp, não agüento mais escutar essas musicas de corno!! Po*%&, tudo bem que eu tenha sido corno um dia mas daí a apreciar essas odes já é demais!

- E ela, com um sarcasmo maternal nó-cego, responde:

Manu: Meu filho, não seja egoísta. Vamos, Vamos, todo mundo cantanto!! Éeeee o AmOoOOOrrrrrrrr... *levanta os braços e os balança de um lado para o outro...*

- E eu, mais puto ainda:

Diogo: TU TÁ DOIDA? Para com isso!!! Quer saber? Vou lá baixar isso...

Manu: Não faça isso, meu filho...

- Chegando lá pedi carinhosamente para diminuir o volume, que foi prontamente acatado. Voltei ao quarto contente de agora apenas escutar sons indistintos vindos da sala. Mas algo havia mudado na expressão da Manu. Estava um tanto séria, com um ar de profunda compreensão de quem acaba de entender um grande mistério da humanidade. Fiquei curioso com aquilo e esperei que ela se pronunciasse, e então ela falou:

Manu: Aaahhh...agora eu entendi...

Diogo *cara de dúvida*

Manu: É que quando Uma pessoa gosta muito de uma música ela fica cantando a música e não consegue se concentrar em mais nada...

Diogo: ...........

Manu: ...........*sorriso idiota e feliz*

Diogo: ........... *olhar assassino*

Manu: ........... *sorriso mais idiota e feliz ainda...*

Diogo: VEM CÁAAAAAA, FILHA DA MÃE!!!

Manu: *corre gritando pela casa feliz da vida...*

Vou te contar viu, isso deve ser muito pecado!! -____-‘