terça-feira, 25 de novembro de 2008

O Mito da Gata Possuidora



Existem perguntas e perguntas. Aquelas que valem um milhão ou uma jujuba. Entretanto, saber qual o destino da Gata Possuidora (GP) é um assunto que demanda tempo, paciência e muita pesquisa, visto que os estudiosos do assunto têm sérios problemas em determinar o paradeiro desta lenda urbana, sempre que ela aparece. E o valor desta aposta só depende sempre da quantidade de risadas que você pretende dar.

Paguei um milhão sem neeeem piscar!

Das extenuantes pesquisas na busca do paradeiro da Gata Possuidora, sabemos de algumas coisas:

1- Prefere degustar suas vítimas a noite.

2- Para confundir seus rastros, ela possui um codinome.

3- Faz utilização de um “Projeto Alternativo de Caça” altamente eficiente conhecido como “AHÚ!!” (Alternative Hunting Underproject).

4- E considera roupas intimas “meros detalhes”.

Como se trata de uma lenda urbana, as histórias e versões para as mesmas variam muito. Depende necessariamente da idade daqueles que se intitulam vítimas (conhecidos como GPS’s [Gata Possuidora’s Survivors]) e, porque não, do respectivo teor de álcool em suas veias. Suas táticas vão desde simples conversinhas até convites indecorosos feitos de maneira à La Maranhão. Tantas variações nos condenam sempre às mesmas perguntas:

Qual o próximo alvo da GP? E onde ela irá atacar?

Se você deseja saber um pouco a respeito dessa resposta é melhor que se expliquem algumas coisas que também sabemos. A classificação do estrategema usado pela GP, segundo o autor do livro, é denominada RH (Recursos Humanos? Jamé... é Remorseless Hunt – Caça Impiedosa). Esta técnica aplica um filtro seletivo (como a de um amigo meu...) em suas vítimas. E se você tem alguma duvida se és ou não uma vítima em potencial, aqui vão alguns parâmetros:

1- Você pesa mais de 500g?

2- Faz o Nº1 de pé?

3- Faz “Tí-bum” quando cai na água?

É, preiboy... se você se encaixa em qualquer um desses parâmetros (não necessariamente nessa mesma ordem), pode apostar que você é SIM uma vítima em potencial da GP.

A lenda Gata Possuidora é fascinante. Nos conduz sempre por caminhos que hora levam a mais plena perplexidade e hora nos fazem perder a respiração de tanto rir. E é justamente isso que faz de nozes caçadores incansáveis na verdade por detrás do mito.

Se você quer saber mais a respeito... conheço a pessoa mais indicada para isto

E quem seria??

Ora... ninguém em especial

Apenas uma amiga minha.. >;]]]



Diogo costa ;D

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

A lenda dos quatro ventos


Rapaz, dia desses eu tava postando sobre Aquela-que-nao-deve-ser-nomeada quanto fiz o uso da expressão simples "espalhar aos quatro ventos" e tive um insight. Na época eu estava lendo uma obra chamada Adversus Haeresis de um autor proto-ortodoxo (podem chamar de pré-cristão, se preferirem) chamado Irineu. E eis o que esse apologista proto-ortodoxo dizia:

“Não é possível que os Evangelhos possam ser mais ou menos numeroso do que realmente são, pois, já que há quatro áreas do mundo em que vivemos, e quatro os ventos principais...

Simplesmente lembrei deste trecho e fiquei pensando...pensei...pensei...e:

Então devem existir quatro amigos inseparáveis: os quatro ventos!”

Daí o post seguiu. Mas havia um problema ainda. E era sério: o simbolismo. Sou apaixonado por simbolismos, metáforas ou qualquer sutileza adequada. E, precisamente, ESTA era uma sutileza adequada. E me pareceu incompleta. Senti que precisava fechar isto de alguma forma. Era uma inquietação que eu já conhecia e que certamente traria uma boa surpresa no momento adequado. Eu vivo de inspiração. E, creia-me, poucas coisas são mais inspiradoras que ter 3 amigos como o Maranhão, o Carlos Albert e a John.

Bem, queria falar um pouco de nós, da nossa história, mas não sabia como. E meu espírito bardo sempre me socorre nestas horas, juntando um calhamaço de palavras caoticamente organizadas num singelo brinde à amizade desses 3 fdps que eu tanto amo:

Eis o resultado:



A Lenda Dos Quatro Ventos



E era uma vez...
Uma vez em que dois se encontraram
E dos dois que se tornaram três
E dos três se tornaram quatro.
E era uma vez...
Onde a rotina e a insipidez
Fez-se, na canção dos três
A quarta nota entrar.

E deste dia em diante
Jamais houve, por um instante
Quatro elementos
Que mais parecessem um par.
Um casal arguto
Sublime, resoluto
Onde o sorriso sempre encontrou
Um porto seguro no qual repousar.

E os meses se passaram
E estas quatro pessoas se tornaram
O elemento mais livre e sutil
Que alguém possa imaginar

Apresento-lhes Os Quatro Ventos
Quatro amigos, ambíguos
E distintos em suas descrições
E eles alteram sem demora
A tola noção do agora
E vivem cada momento
Com magna disposição

Criem as mentes suas lembranças
Deste ocaso que insiste em se aproximar
Pois onde houver a alegria de um sorriso
Os Quatro Ventos, e suas histórias
A brisa das memórias
Haverão de soprar!

STONESHIELD, Diogo. A Lenda dos Quatro ventos. 1ª edição. Belém: Editora Faêrun. 2008.

PS: sim, é pequeno e poderia ser maior. Mas eu apenas segui a estética medieval da coisa ^^