quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

LaLaLa!!! Corporation entra em um novo ramo...

Culinária!! Sim sim... vou virar cozinheiro *platéia vai ao delírio*.

Como quase a totalidade de nós sabemos, comer, beber e *errrr..cof cof!!* comer são provavelmente as 3 melhores coisas da vida (claro, não estou incluindo a parte da leitura nisso, deixemos a definição clássica). E partindo deste simplório e desgastado princípio resolvi começar mais uma empreitada divertida: Culinária!! SIm sim.... comecei a catar umas receitas na internet que me pareçam tão saborosas quanto de paladar relativamente refinado. Não que eu saiba exatamente a definição do que seria um paladar refinado! Então tá na hora de começar a saber!! :DD As receitas são leves e meus critérios de escolha foram baseados pelos ingredientes a relativa facilidade em preparar a receita, afinal, nem ovo eu sei fritar (talvez porque eu deteste ovos).
E como farei isto? Ahhh, tenho uma arma secreta: A Jana!! *risada maléfica*.

Eu: Jana, temos uma missão!!

Jana *rindo*: Mais?

Eu: Aff Jana, prestenção: eu catei umas receitas na internet e tu vais me apontar quais são mais viáveis para preparamos, que tal?

Jana: Ah então tá


Ou seja, terei ao meu lado nada menos uma uma Semi-deusa. E porque semi deusa? SImples, aqui está a ficha dela (pra quem entende do assunto): Ranger 10 (o rastrear dela é melhor que o do Legolas), Ladina 10 (Tem que ser safo pra chegar vivo ao trabalho morando onde ela mora), Gastronomia 10 (Cozinha bem que sóoooo).

E começa amanhã!!

Pratos: Frango de Lima e coco com ervilhas e uma Salada de frango

O resultado será postado!!! \o/

É a LaLaLa!!! Corporation no ramo da Gastronomia!! *ROlando de rir*

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

O problema com Deus

O Problema com Deus

Este é o título de um livro que ainda não li. Mesmo antes de comprá-lo, eu fiz esta pergunta para que eu mesmo a respondesse: Eu tenho algum problema com Deus?

Eu diria que já tive, em algum ponto da minha existência. Possuo uma formação de raízes profundamente católicas e sobre esta frondosa e capciosa arvore eu estive, em seus galhos, agarrado por muitos anos. Hoje me encontro fincando ao santo solo da compreensão, admirando a aura de ingenuidade que circunscreve a inexistência de auto-questionamento dos que aos ramos do catolicismo se agarram, como se estivessem a centímetros de alçar o vôo da verdade, de onde teriam todas as respostas. Mal sabem, entretanto, o engodo alusivo ao qual se atrelam. Mal sabem que o menor resquício de senso crítico põe por terra toda a sorte de dogmas, crenças e historinhas contadas ao longos de mais de um milênio.

Mas falar dessa forma me faz parecer um facínora. Um assassino da fé, um cruzado às avessas, o clássico herege. Como se fosse um deleite atirar pedras em uma divindade guiado por nada além da aleatoriedade que permeia as idéias de nonsense people. Longe disso. Sou apenas um favorecido pela paixão de conhecer o cerne de tudo aquilo que me parece interessante. E, neste ponto, o desafio que envolve desnudar as tolices nas quais fomos educados a acreditar é tão simples que chega a ser vexatório. Ainda hoje sinto meu intelecto chutado quando vejo uma multidão que crê de maneira tão forte em idéias tão incoerentes.

Mas, onde está Deus nisto tudo?

Deus é uma incógnita. Eu não o conheço, jamais o vi, jamais o ouvi. E no entanto, seja pela necessidade inerente à minha condição de crer em algo maior, seja o fato de possivelmente algo como um “Deus” existir, acredito que ele esteja em algum lugar e seja algo. Ou seja, meu problema não é com Deus em si. Trata-se apenas de não concordar com as historinhas que contam a respeito Dele. Trata-se apenas de não aceitar que Ele esteja sob a abóbada de uma construção, cercado de paredes e vitrais sacros, disponível para me “perdoar” uma vez por semana e em horários pré-determinados. E, pior, “redimir” meus pecados, permitindo, portanto, que eu os cometa novamente, para que na próxima semana eu novamente os apague (é, o sentido comum de redenção, neste caso, é quase literalmente apagar os pecados, mas parece que ninguém se toca). Eis os pontos, eis a discordância. E, ainda sim, se um dia Deus deixou realmente algo escrito para que o restante da humanidade usufruísse de tal coisa, esta tal coisa não existe mais, não chegou até nós, foi proscrita. Morro de rir quando vejo alguém citá-lo a partir de bíblias e afins. Quanta tolice, quanta falta de senso. E o que seria outro problema é minha relativa independência Dele. Penso que, primeiramente, a noção de Deus seja algo estritamente pessoal. Não é algo que possa ser tachado ou definido por outra pessoa, dogma ou teoria. Afirmar tal coisa soa como alguém que se julga capaz de autorizar ou não nossos próprios sentimentos ou sensações. É possível? Creio que não.

Não foram uma ou duas vezes que incomodei pessoas ao redor com minha “relação” com o papai-do-céu (rolando de rir). Bem, não rezo, não agradeço pelo meu dia nem pelo meu alimento. Penso que uma existência com capacidade para criar o que o Deus teoricamente criou (Muito tolo tomar partido sobre como tudo veio a existir, muito especulativo) jamais teria ou sentiria necessidade alguma de agradecimento. E o fato, supondo que ela tenha criado tudo, de considerá-lo tal qual um pai e/ou um criador me faz a idéia de agradecer diariamente mais absurda ainda (na verdade muitos encaram inconscientemente quase como uma obrigação). Ora, que tipo de pai sentiria a necessidade ou faria questão de diariamente ter seus filhos agradecendo a ele por todas as coisas que o próprio os proporcionou? Se eu considerar tal hipótese possível, terei então que dar o braço a torcer aos proscritos Gnósticos, que acreditavam que este mundo foi criado por um Deus ignorante, de visão limitada e ciumento, o Demiurgo (é, qualquer identidade relativa à Trindade Platônica não é mera coincidência), e que este mundo – tudo o que nele existe – é um erro cósmico (afinal, que outra explicação seria possível para tanto sofrimento e adversidades?), uma prisão de almas da qual nos precisamos escapar (Parte do pensamento Gnóstico).

Bem, agora que discorri sobre alguns dos meus porquês, posso dizer que eu não falo com Deus constantemente. Isso é um fato. E isto só ocorre porque eu acredito que Ele não quer isso. Afinal ele me deu inteligência e uma capacidade incrível de discernimento, de ánalise, bom senso, o poder de transformar, ascender, refletir, entre tantas outras coisas. Ora, portanto ele me fez capaz. Nada mais divino que isto. Então eu devo ser capaz de lidar com todos os meus problemas sem ficar nessa coisa melosa de “Meu Deus me ajude”, “Meu Deus me proteja”, “Meu Deus daí-me forças”, “Meu Deus obrigado”. Quem fica agradecendo presentes? Imagino que ser grato em nada se relaciona com agradecer diretamente e/ou insistentemente. Se eu fosse O próprio, acho que ficaria francamente injuriado por ter filhos tão dependentes, quanto Eu os dotei de habilidades para transformar tudo a sua volta. Provavelmente eu questionaria onde falhei durante os ditos sete dias da criação.

Então, quando eu falo com Deus? Momentos difíceis. Quais momentos? Ah, aqueles que costumam desprezar qual noção de bom senso ou lógica como parte da solução. As conhecidas “feridas da alma”. E ainda sim, só algumas poucas que não fui capaz de resolver até hoje.

Quando eu falo com Ele, acho que o primeiro quesito é ter a certeza de que sozinho não sou nem serei capaz de lidar com o problema de forma a resolvê-lo. Nesses raros momentos, quando faço o contato, sinto algo como meu coração falar. É uma sensação estranha, de leveza, não sei bem explicar. Talvez seja o mesmo mecanismo que crianças usem, vai saber! O fato é que todas as vezes que me comunico nestes termos – não foram muitas, acho que quatro ou cinco vezes durante toda a minha vida – a solução e/ou os resultados foram praticamente instantâneos e imediatos. Situações bem palpáveis, e outras nem tanto, que simplesmente se mostravam, se resolviam. Penso que devo ter encontrado uma das muitas formas de comunicar-me com Ele. E isto sem precisar de uma religião, dogmas ou livros que “falem” a respeito de suas idéias, sem diretrizes.

Quando penso nisto, peço com a mesma inocência que Ele auxilie aqueles que tão cegamente agarram-se aos galhos da sutil eternidade que a ignorância pode representar nessas horas.

Como é bom estar no chão.


Diogo Costa :)