quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Adrik Wildstep

Esse post é a continuação do A magia do rpg

Enjoy it...

Hoje ocorreu o inevitável. Ali, sob a água pura daquela fonte, foi momento de isolamento e quietude ideal para prantear as perdas. Desejei a volúpia simples de lágrimas, mas não me foi concedido. Ao contrário, uma angústia lancitante e pesar descomunais caíram sobre meus ombros, demonstrando um peso infinitamente maior do que as das pesadas placas de metal que me protegem. Hoje, na infinitude daqueles poucos minutos lembrei de Aramil, aquele pequeno e divertido tolo. Lembrei de Vondal e Brandis, a quem jamais tive oportunidade de agradecer apropriadamente por devolverem-me a vida quando caí na batalha contra aquele dragão e no assalto à casa em chamas frente aos mortos que caminham, respectivamente. Lembrei dos pequenos Tryn e Redver, sugados pelo vortex do destino. Sim, hoje foi o dia para prantear os que partiram.

E preciso me questionar o porque. Avandra, por quantas batalhas mais, com teu auxílio, terei de devolver a vida aos que me acompanham e, em medida dolorosamente igual, terei de vê-los partir diante de meus olhos sem que nada eu possa fazer para protegê-los? Incontáveis vezes roguei a Ti o poder para proteger aqueles que comigo caminham e incontáveis vezes tua benevolente mão a eles foi estendida. Mas porque Avandra, porque todo o meu esforço parece insuficiente para protegê-los no momento mais crucial?

Em minha mente ficará a imagem daquele elfo negro caído, sendo impiedosamente morto pelos nefastos Zentharins. Em minha mente ficará até o dia do meu encontro definitivo contigo a imagem de um elfo de aparência fria e ideais incontestáveis. Uma existência que preferiu toda a sorte de discriminação que habita a superfície a perecer junto aos hediondos caminhos que sua raça traça há gerações. E agora, diante deste túmulo e desta crua lápide improvisada de pedra, só há uma coisa na qual consigo pensar como homenagem final ao elfo negro Houndael.

“São nossas escolhas que revelam quem realmente somos, muito mais do que o lugar de onde viemos.

Que sua alma encontre a paz, meu caro Drow...”

Adrik Wildstep