terça-feira, 19 de agosto de 2008

ENEF 2008, Sexta, 25 de julho

Sexta, 25 de julho de 2008

Dia preguiçoso (e qual dia não foi?). Como o penúltimo dia do ENEF, era o dia do tão esperado Ato Público. Prometi que iria nem que fosse sozinho, visto que na noite anterior nosso amigo Porco Capitalista, vulgo Zeca, havia requisitado participação mais ativa. Conversando com meus amigos vi que sem nenhuma reclamação todos concordaram prontamente com a idéia do ato público. O horário estava acessível, não precisava acordar cedo. A manhã foi livre. Tudo parecia viável e tranqüilo. Viável e tranqüilo até demais...

Havia prometido à John,pela manhã, voltarmos ao camelódromo pegar o carregador que a atendente havia esquecido que colocar na caixa da câmera que ela comprou, porém, John não quis nada até a hora do almoço. Aí pensei que talvez não desse tempo. Mas a idéia não foi adiante, uma vez que a fosse tomou posse de qualquer pensamento.

Em um dado momento após o almoço, Carlos Albert, Taynara, John, Japonês e eu estávamos reunidos. A hora do ato público se aproximava e eles estavam calados...tãaao calados... mas ainda sim eu nada identifiquei de estranho.

Meu faro atrasado apenas deu sinal de alerta quando, a 40min do início do ato, os quatro, inocentes como anjos de candura, resolvem ficarem prontos para ir “rapidinho” ao camelódromo. Olhei de cantinho de olho pra cada um aí que a fixa foi cair. “Mas que fdp’s” – pensei. Fiquei calado até chegarmos a estação e resolvi perguntar:

“Vamos nos atrasar pro ato público”

Eles me olharam com uma expressão genuína do mais puro deboche, começaram a engasgar uma risada mal contida e por fim, veio a confirmação que eu suspeitara:

“Tu achas mesmo que TU vais pra esse ato público né?”

“Bem....eu achava que vocês iam...”

Todos, menos eu: aHUIEOHIuashoiuHAEIOUHasiouhAIEUHISHIuoaheiouaSHIOUaehiuAHSUIOHaeuiohaSUIHaeiuhaIeaiuohiuaehiuoaehIAUHEIUHAIUOEHIHIu

Takeopariu,viu!! Fiquei revoltado na hora de verdade. Que bando de sem vergonhas! Isso é seqüestro e formação de quadrilha!!! Eles estavam mancomunados desde o começo e só eu acreditei que eles iriam ao maldito ato público!! FUI CORNEADO PELOS MEUS PRÓPRIOS AMIGOS! QUE ABSURDO!! Como não deixaria de ser, acabei rindo no final das contas da situação. Eu, a besta velha com sua péssima mania de acreditar demais e um bando de safados que eu adoro prontos para me enganar. Ai meu Deus....bando de amigo fdp!!!! ;DDDD

Mas quem disse que eu os largo? :P

E fomos ao tal camelódromo. Eu com meu par de chifres novinhos em folha e de patinha dada com a John. Chegamos lá a tia-da-câmera prontamente nos reconheceu e tudo ficou ok. Após isso tomados a Coke-nossa-de-cada-dia e fomos ao Flamboyant pernar. A viagem de bonde durou quase 1hora. Rodou a cidade inteira! Chegando lá, tínhamos que comer algo e comprar o copo do Batman tão sonhado. Foi o que fizemos. Mas, em um dado momento, resolvemos parar e comprar umas casquinhas. John e o Japones (Yuri) ofereceram-se para comprar meu sorvete (que meigo). Mas ai né, eu tinha que testar este novo elemento e introduzir (uuuui) um pouco de veneno do meu coraçãozinho negro e saber o quanto ele estava ligado ou vacinado:

Eol: Mas então Japones, tu paga pra mim? (momentos de tensão, todos olhando o janpones e ele nemmmm aí)

Japones: Pago, pago sim!!

Eol, sem acreditar na minha sorte: Sério cara, tu paga pra mim MESMO?

Japones: Não pô, blz...so inteira aqui mais setenta centavos que eu pago sim.

Ao notar que todos os olhares voltavam-se para ele com risadas prontas para explodir, ele prontamente viu arena onde havia entrado.

Japones: AAAAAaaaaaaaaaaaaaaaa vão se f....

Todos: ASIhaeiouhaIOUSHOiauehiuASHIOUaehiouAHSIUOahisuohAEIU

Conclusão: O Japonês pagou um pra mim....sendo que eu tive apenas que acrescentar setenta centavinhos furados para isso. Praticamente só o dinheiro do busão! RAPAZ, que proc mais barata essa!!! Faz por prazer, é?!

Quando encontrarem o Japonês, já sabem: Perguntem se ele paga um(a) pra vocês!! >=D

Saindo deste batismo hilário, fomos todos felizes ao Burguer King, mas eu tava liso e só tinha um cartão de crédito que nem sabia se iria passar. Mas passou. Um parêntese: no Burguer King tem um bagulho chamado “Free Refil”, ou seja, você pode servir-se, por um determinado tempo, de qualquer refrigerante que eles tenham lá. E não são poucos (Ráaaa...mas não tinha Baré, que eu vi!!). Adorei a jogada de marketing porque no final duas coisas acontecem: 1- Ninguém fica olhando se você já passou do seus “30minutos”, fato que transmite uma ótima sensação a qualquer cliente. 2- DIFICILMENTE, com um copo contendo 850ml de Coke, você conseguiria repetir a dose. Ou seja, nada X nada. Aehuaehaehaeui.

Voltamos ao alojamento, explodindo e pedindo arrego, porém felizes....

Hoje não haveria festa no alojamento. Quem quisesse poderia sair para qualquer lugar. Era o dia da churrascada do povo do Rio Grande do Sul e uma parcela do pessoal ficou por lá. Boa parte dos Paraenses saíram para um negócio sertanejo e uns poucos gatos pingados ficamos lá no galpão onde rolavam as festas. E a receita era a mesma de sempre: Coca-cola batizada e pronto, seja feliz!!

Em uma dada hora da madrugada, os que saíram foram chegando... alguns que já estavam foram saindo. Boa parte dos que chegaram estavam alegres, saltitantes e gritando. Ficamos por lá e a festa já meio morna ganhou todas as cores novamente e até pareceu mais divertida, mesmo com o repertório repetido.

Esta noite foi diferente de todas as outras. Eu estava sóbrio e cuidando da Amandinha que estava completamente alegre e dançante. Tanta alegria gerou uns olhares bem à La Maranhão pra cima da coitadinha. Rapaz, vou te falar, agora eu sei como um espantalho se sente!!! Amandinha lá e a urubuzada começou a fazer cerco esperando a hora dela bobear. Ai lá fui eu postar a menina bem na minha frente e cruzar os braços. SANTO REMÉDIO! As aves de rapina fizeram uma cara meio azeda e dispersaram-se! Prometi que sairíamos de lá quando ela assim desejasse. Eu tava congelando, mas a festa dela em particular me fazia nem sonhar em interromper. Assim, como observador que sempre gosto de ser, notei que hoje cada uma daquelas poucas dezenas de pessoas estavam ali aproveitando os últimos momentos desta edição do ENEF. Foi uma sensação muito agradável, para dizer o mínimo. Pessoas de quem aprendi a gostar ali como a Sandrinha, a Gueixa, Amandinha, Bruno (SEU MEEERRRRRDA), Fernandinha (que já havia saído) como se nada mais importasse no mundo e como se este mesmo não fosse encontrar um novo dia, agarrados a cada minuto, cada copo, cada risada ou cada dança do acasalamento, como quem não deseja voltar ou não deseja conceber a idéia da realidade descortinando-se a cada hora que se passa. E eu ali, olhando panoramicamente e espantando os urubus-fim-de-festa de cima da Amandinha e fazendo várias anotações mentais. Amanhecemos com o frio rachando. Mas era bom estar ali.

Aquele era o meu lugar...

Um comentário:

Unknown disse...

Poxa migo...
Q ingênuo q vc foi nesse dia hein?
A galera sacaneou contigo oh...
Passou o dia todo se preparando pro ato publico e acabou indo parar no shopping...
Rsrsrsrsrssrsrs...