terça-feira, 19 de agosto de 2008

ENEF 2008 Domingo, 27 de julho


Após a idéia de jerico de ficarmos até as 3 da madruga coçando por aí, dormi como quem não fosse mais acordar. Estava destruído. Ao acordar, notei que pelo silencio não havia ninguém por perto além Carlos Albert, JohN, Taynara e os motoristas. Hoje seria o dia de Caldas Novas. Dia de piscina com seus clubes. E nozes, com o dinheiro somente do banho até Belém jamais teríamos condições de entrar lá. Eu era um liso feliz. Minhas filhas (2 guitarras lindas), um relógio chique e roupas novas faziam de adversidades como esta somente um motivo a mais para piadas. Too fucking good.

O cenário, como boa parte destas terras por aqui, tinha tons amarelados levemente esmaecidos. O vento, incessante, dava não só mobilidade à situação como criava um constante farfalhar que trazia consigo uma estranha sensação de paz. Era um lugar realmente engraçado pois ouvir o vento lutando contra as folhas tão estrondosamente criava um estado hipnótico se você parasse tempo demais para escutar. Estávamos em um elevado onde nada mais havia alem de vários ônibus de passageiros vazios. Uma espécie de estacionamento, mesmo que não houvesse tantos ônibus assim por lá. Descemos o elevado e o sol a pino misturado à poeira nos fazia parece uma bizarra espécie de retirantes do nordeste. Hilário. Em um dado momento, fosse pela falta de lentes (blind mode) ou não olhar em volta eu jamais iria imaginar que havia um retrovisor tão próximo a minha cabeça (daqueles ônibus que parecem mais um formigão com rodas) até meus chifres racharem-se bem no meio dele! É o tipo de dor mais egocêntrica que um ser humano pode experimentar. Porque? Muito simples: tudo parece girar ao seu redor!!

Tava tão ruim que nem um palavrão consegui emitir. Era só “ai, ui, aaaaaaai...aiaiai”. Seguimos a um restaurante. Cadê a grana? “Wahhh...mas tem cartão de crédito”. Lá tinha um banco Itaú, porém não foi muito útil e precisei ir a um telefone público saber quanto havia disponível. E, ao final da ligação, a fantástica descoberta: Eu podia gastar imensos 2,66R$!!!!!!!

O que dizer depois disto? Uma caixa d’água de de água fria. Carlos Albert procurou saber de um lugar mais liso possível para almoçarmos enquanto eu entregava a fatídica notícia, lá no restaurante. Ao voltar, ele relatou um frango-das-trevas a quinze reais pertinho de onde estávamos. Pelo menos fome ninguém passava mais!!! O local era um daqueles típicos de Belém: o frango assando, aquele cheiro magavilhoso e nozes lá, com cara de cachorro assistindo a novela das 9 num telão de 42 polegadas (na vertical, ne? :P). Chique, beim! >=D

Até tentamos descer um pouco para verificar outra possibilidade. E nesta pequena descida, uma surpresa agradabilíssima aos ouvidos. Sabe aquilo que você nunca espera? Aquilo que por mais que você de certa forma saiba, quando ouve, fica abobalhado? Poisé... estávamos Carlos Albert e Eol debatendo sobre como aquela situação por mais adversa que fosse não nos tirava o bom-humor um segundo sequer e, de repente, John larga a seguinte pérola:

“Ah...eu to feliz também, afinal eu vim pro ENEF pra ficar perto dos meus amigos...”

Carlos Albert e Eol: AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA (100x) QUE BONITINHOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

Realmente, John tinha condições de entrar 3x em qualquer parque de Caldas novas mas estava ali ao nosso lado, no sol quente e esperando para comer um frango com uma coke e farofa. E nozes, que já estávamos bem mesmo com tudo aquilo, ficamos ainda melhores. É o tipo da coisa que faz tudo valer a pena. Muito, muito bom!!

Frango, farofada, Caldas novas, lisura...que tempero faz isto valer a pena?? OS AMIGOS!!

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