segunda-feira, 14 de julho de 2008

Tatah, uma grata surpresa :)

Este post de hoje começa com uma confissão. Há mais ou menos dois ou três dias atrás depois da clássica conversa no MSN entre Carlos Albert, Tainá e Eol no chatão fiquei pensando no quanto eu não gostava dela. E de como isso mudou hoje. Então, a já conhecida erupção de idéias fluíam vertiginosamente em minha mente. E isso sempre significa uma única coisa: hora de escrever!
Então, vi hoje o comentário dela. Que coisa mais pertinente! Se eu não a conhecesse, diria que estaria adivinhando meu pensamentos! Bem, como há muito tempo eu deixei de crer que existam as ditas “coincidências”, mãos à obra de hoje!
Tainá sempre foi uma menina que, de onde eu a via, era a nerd metida a legalzinha. E não se nega isso, ela sempre foi prestativa. Mas o grupo dela sempre fora um círculo fechado. Sem maiores aproximações ou aberturas. Jamais irei esquecer da uma experiência em uma aula no laboratório de química no primeiro ou segundo semestre que acentuou ate recentemente a idéia do quanto ela era chata. Simplesmente fui colocado com muito desgosto no grupo dela, e o que aconteceu foi o seguinte: nenhuma delas (eram quarto eu axo) sequer falaram comigo, deram bom dia ou olhoram nos meus olhos em momento algum de uma aula com mais de uma hora de duração. Então, eu fiquei ali, parado e olhando elas conversando entre si como se eu não existisse. Achei aquilo de uma falta de educação infinita, mas não senti raiva nem nada. Apenas vi que não eram pessoas com as quais eu devesse me relacionar.
O engraçado era que com o tempo eu acabava ora ou outra falando com as componentes do grupo da Tainá, mas por ela eu tinha uma implicância especial. Não sabia dizer o porque, mas ela era simplesmente irritante. O jeito dela, vai saber!! E isso, no meu grupo, era abertamente dito por mim nas maldades que eu só compartilhava com os corações certos, haja visto que para aceitar a parte maligna do meu sarcasmo é preciso ter estômago para tal. Mas nem falava muito dela, afinal, nunca fora um foco para mim.

E o tempo passou....passou...

De repente eu estava sentado com a Tainá tomando coca-cola na padaria. Que coisa engraçada!! Eu e a Tainá, conversando, falando qualquer coisa junto com o povo. Creio que tenha começado com nozes chamando a Alana e como a Tainá tava por perto acabou recebendo o convite por tabela. Um gota de simpatia começou a cair no mar de antipatia. E essa gota multiplicara-se a cada vez que resolvíamos fazer algo nos intervalos....

E virou uma leve garoa...
Uma chuva...
Storm...

É meio nebuloso até mesmo para mim este fenômeno chamado “tatah”. Hoje eu gosto dessa moça bastante. E as diferenças que eu tinha em relação à ela outro dia cheguei à tola conclusão que era pura falta de convivência. Bem idiota, não? Mas creio que tenha sido isto. Ela é uma ótima pessoa, inteligente, delicada e com uma clareza de pensamento que margeia entre simplicidade e a coerência. E isto é algo que eu decididamente admiro. Demonstra algo que adoro: Sinceridade.
É sempre bom permitir-se o gosto encorpado de saber que se erra a respeito de alguém. É sempre bom saber que se está errado em algo. Afinal, descobrir alguém completamente novo mas que sempre esteve ali foi somente possível pela compreensão taxativa de um relacionamento que sequer existia. E a bobagem que isto representou por tanto tempo só não foi melhor que a sensação de extrair do erro uma pessoa que hoje você enxerga quase como obrigatória, uma presença que enaltece. Uma ausência que se nota.

Tatah, uma grata surpresa....


C'ya :))))

Um comentário:

Anônimo disse...

Amei o post e, mais ainda a "audácia da sinceridade"... é muito ruim saber que alguém por um motivo ou pelo outro não "ia com a nossa cara", mas é duplamente melhor saber que agradamos por um gesto ou pelo outro essa mesma pessoa de forma espontânea.
Apenas uma correção: "nerd metida a legalzinha???" aff.. essa doeu! pq nerd pra mim sempre foi um adjetivo agressivo, e, o legalzinha provavelmente significa as minhas infinitas gentilezas em emprestar cadernos e matérias para todos.. que pra mim sempre foi considerado um ato que é minha marca. E que, se não me engano o próprio Di já experimentou num final de semestre "aperriado" de Farmacologia.
Mas é assim, somos assim: a gente critica os outros, as vzes até chegamos a dizer calúnias à respeito, mas quando menos esperamos lá estamos indo atrás desses alguéns seja para pedir um favor, seja para uma eventual aproximação da vida.

Eu só posso dizer que apesar de negativamente surpresa com algumas revelações estou contente em saber que a convivência atual fez o autor desse blog :) conhecer a real Tainá que nunca se escondeu, nunca mudou e nem humilhou ngm.. eu sempre estive aqui, do mesmo jeito.. faltou apenas a tão famigerada.. convivência.

Desculpem qq coisa.
Beijo!