sexta-feira, 21 de novembro de 2008

A lenda dos quatro ventos


Rapaz, dia desses eu tava postando sobre Aquela-que-nao-deve-ser-nomeada quanto fiz o uso da expressão simples "espalhar aos quatro ventos" e tive um insight. Na época eu estava lendo uma obra chamada Adversus Haeresis de um autor proto-ortodoxo (podem chamar de pré-cristão, se preferirem) chamado Irineu. E eis o que esse apologista proto-ortodoxo dizia:

“Não é possível que os Evangelhos possam ser mais ou menos numeroso do que realmente são, pois, já que há quatro áreas do mundo em que vivemos, e quatro os ventos principais...

Simplesmente lembrei deste trecho e fiquei pensando...pensei...pensei...e:

Então devem existir quatro amigos inseparáveis: os quatro ventos!”

Daí o post seguiu. Mas havia um problema ainda. E era sério: o simbolismo. Sou apaixonado por simbolismos, metáforas ou qualquer sutileza adequada. E, precisamente, ESTA era uma sutileza adequada. E me pareceu incompleta. Senti que precisava fechar isto de alguma forma. Era uma inquietação que eu já conhecia e que certamente traria uma boa surpresa no momento adequado. Eu vivo de inspiração. E, creia-me, poucas coisas são mais inspiradoras que ter 3 amigos como o Maranhão, o Carlos Albert e a John.

Bem, queria falar um pouco de nós, da nossa história, mas não sabia como. E meu espírito bardo sempre me socorre nestas horas, juntando um calhamaço de palavras caoticamente organizadas num singelo brinde à amizade desses 3 fdps que eu tanto amo:

Eis o resultado:



A Lenda Dos Quatro Ventos



E era uma vez...
Uma vez em que dois se encontraram
E dos dois que se tornaram três
E dos três se tornaram quatro.
E era uma vez...
Onde a rotina e a insipidez
Fez-se, na canção dos três
A quarta nota entrar.

E deste dia em diante
Jamais houve, por um instante
Quatro elementos
Que mais parecessem um par.
Um casal arguto
Sublime, resoluto
Onde o sorriso sempre encontrou
Um porto seguro no qual repousar.

E os meses se passaram
E estas quatro pessoas se tornaram
O elemento mais livre e sutil
Que alguém possa imaginar

Apresento-lhes Os Quatro Ventos
Quatro amigos, ambíguos
E distintos em suas descrições
E eles alteram sem demora
A tola noção do agora
E vivem cada momento
Com magna disposição

Criem as mentes suas lembranças
Deste ocaso que insiste em se aproximar
Pois onde houver a alegria de um sorriso
Os Quatro Ventos, e suas histórias
A brisa das memórias
Haverão de soprar!

STONESHIELD, Diogo. A Lenda dos Quatro ventos. 1ª edição. Belém: Editora Faêrun. 2008.

PS: sim, é pequeno e poderia ser maior. Mas eu apenas segui a estética medieval da coisa ^^

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