segunda-feira, 31 de agosto de 2009

E viva a Jovem Guarda!!

"A cantora Vanusa, sucesso durante a Jovem Guarda, participou em março deste ano de um evento promovido pela Assembleia Legislativa de São Paulo. Cinco meses depois, o vídeo que mostra a participação da cantora foi parar na internet e virou sucesso na rede por conta de uma gafe de Vanusa ao cantar o Hino Nacional." Folha Online 30/08/2009 - 20h38

Juro que tive que escutar duas vezes pra acreditar...


Vanusa supostamente bebada cantando o hino Nacional


Depois de ver isto, soa até engraçado algo que eu ouvi certa vez...

"Minha Nossa Senhora da Bicicletinha, dai-me equilíbrio!"

AHUAHuAHAUI

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Penso, logo sou Farmacêutico.

No decorrer de nossa longa jornada enquanto estudantes, nos deparamos com todo o tipo de professor. Há aqueles que serão lembrados por terem sido tão cretinos a ponto de nos causarem ânsias com a simples menção de seus nomes. Há aqueles de que lembraremos rindo seja pelas piadas ou por trejeitos cômicos, fala enrolada, pelas cantadas nas alunas ou mesmo um estilo old-fashioned. E há aqueles lembraremos por termos desejado sinceramente saber tanto quanto ou mais que ele/ela. Enfim, certamente há todo o tipo de professor para ser lembrado.

No sexto semestre do meu curso de Farmácia tive a oportunidade de conhecer uma professora chamada Marselle. Sua aparência é tipicamente nerd: Cabelos em tonalidade revoltosos, óculos de aros largos e às vezes uma mochilinha. Well, alguém aí poderia atestar tratar-se apenas de mais uma personalidade freak do meio acadêmico. Ledo engano, my friends. No decorrer de suas explanações – a propósito, Política de Saúde e Planejamento – Marselle demonstrava aptidões terrivelmente admiráveis ao meu ver: humor ácido, despojado, livre daquela irritante aura de superioridade acadêmica, recheado de piadas por vezes tão maldosas quanto veladas, algumas pitadas de contextualização bem colocadas e uma eloqüente habilidade de questionar o nosso paradoxal modelo de saúde pública que, ao mesmo tempo, consegue ser um dos mais avançados do mundo e, em medida igual, um dos mais esfacelados dos quais tenho conhecimento. Eu adorava escutar aquelas coisas, mas a maioria achava a aula um saco. Povo não curte história, não gosta de leitura, não gosta de pensar ou refletir sobre a realidade! Francamente, eles deveriam entender que tanto o mundo quanto a nossa querida profissão podem ser mais interessantes e intelectualmente mais atraentes que as lentes de um microscópio, laudos repetidos e reproduções robóticas da técnica escrita nos kits de glicose! >:D Mas enfim, né?

Meu pensamento na época era um só: "Caraca, imagina sentar numa mesa de bar com essa maluca, deve ser muuuito doido...". Este que era compartilhado pelo meu amigo Carlos Albert, que tinha idéias semelhantes sobre aquela nova professora. Mas o tempo passou, tentamos convidá-la um par de vezes para um clássico almoço na Hut e... não deu em nada! ;/ Mas a idéia permaneceu, incólume, em algum canto da minha memória. Estávamos então no primeiro semestre de 2008.

    Sexta feira, 21 de agosto da Era comum, ano de 2009

    O destino tem um modus operandi que eu sempre considerei fascinante: ser insondável por excelência! Pois eis que nesta bendita sexta-feira eu estava a vagar pela Brás de Aguiar em busca de um local que adoro freqüentar: Cafés. Sim, ambientes de arquitetura refinada, atendentes sorridentes, bebidas e quitutes diferenciados e acima do preço normal. O típico lugar onde você puxa um livro para ler, gasta dinheiro sem notar e perde a noção do tempo.

    Ao entrar, olhei ao redor e lá estava ela, afundada numa poltrona de um lugar. Quando eu a vi, logo pensei "Olha que m....! se eu tivesse marcado não teria dado certo!". Após os cumprimentos iniciais, comecei a falar a respeito da minha caótica situação e também iniciamos uma ligeira troca de idéias a respeito de simbolismos referentes à figura profana/divina da serpente, aquela mesma presente nos cursos de farmácia e medicina, bíblia e afins. Não nos alongamos muito. Logo chegou uma terceira pessoa junto à mesa, creio que esperada pela Marselle. Mas essa daí eu prefiro não comentar a respeito, pois é o tipo de pessoa que dá vontade de socar só de ouvir falar.

    Só para se ter uma idéia, ela odeia a vida. E especialmente o Círio de Nazaré. AHUAHuaHAUhUAHAUhAU

    O que importa é que realizei uma antiga vontade. Não me decepcionei. Marselle é doida, engraçada e capaz de viajar numa variedade de assuntos, pelo que pude perceber. Nada me consterna mais do que conversar meus amigos e até mesmo professores que são incapazes de debater quaisquer assuntos fora do nicho de suas pretensas áreas, munidos por vezes de argumentos tão provincianos que, se branquinho eu fosse, ruborizado estaria. auhauhauha

     A capacidade de questionamento e análise de nossos paradigmas é um dos exercícios mais nobres e antigos da nossa civilização, sem sombra de dúvida. E para minha tristeza esse exercício é pouco ou quase nada praticado pelo profissional farmacêutico. Minha admiração pela Marselle, além das demais coisas supracitadas, reside no simples fato dela demonstrar que isto ainda é plenamente possível.

    Porque, na boa, agora eu sei que não serei um farmacêutico sozinho neste mundo!!! auhahuauhauh


 

Vlwwwwww Marselle! ;D

E até o próximo Café!

domingo, 16 de agosto de 2009

About a girl...

Há um programa chamado Caçadores de Mitos (Mythbusters!). São uma espécie de malucos patrocinados para testar a veracidade de lendas urbanas quaisquer. E o que aconteceu comigo me fez lembrar justamente deles porque os Mythbusters! é que vão atrás dos mitos que desejam testar. Só que, no meu estranho caso...

Foi o Mito quem me "caçou"

Tenho um amiga de turma chamada Silvany. Ela, do alto dos seus muitos metros de altura (dáaa-lhe Lorão!), sempre falava a respeito de sua família quando o assunto era a formatura. E falava de sua parentada, especialmente após participarmos um do orkut do outro. Sabe, não tenho o hábito de fuçar orkuts. Eu basicamente utilizo o meu para responder scraps e postar fotos. Ponto final. Porém, ao adicionar a Sil, eu vi na primeira parte das lista de amigos dela uma pessoa bela, muy bela. E claro, tão logo eu a vi, no dia seguinte já estava perguntando à Sil de quem se tratava. "Ah, uma sobrinha minha" (ainda que eu jure lembrar de "prima"). E esta sobrinha/prima passou a ser assunto sempre que falávamos da tal formatura e da família da Sil. Assanhado nada, né?! Magina! Porque imaginem vocês o seguinte: Se a Silvany já é bonita do jeito que é, logicamente faz-se a projeção para o restante da sua família. Tudo bem que isso não seja certeza, porém, no caso da família da Sil, esta projeção calhou com perfeição!

Baile de formatura. Eu lá, dançando e pulando horrores como se fosse o último dia da minha vida, quando percebo a Sil vindo em minha direção, acompanha de uma pessoa. Uma mulher. "Diogo, queria te apresentar uma pessoa. Essa aqui é a Carol, minha prima" (mais uma vez eu lembro de prima). Eu juro que alí, na hora, nao liguei o nome à pessoa. Mas nos quatro passos de distância que ela tomou, minhas engrenagens mentais começaram a freneticamente processar aquilo.

"Porque me apresentou? Hum, Carol???? Hummm...Carol, Carol, Carol, prima? Epaaaa, Peraí? Parente da Sil? Prima? CAROL? MEU DEEEEEUS, É A CAROL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!"

É, demorou uns segundos, mas a ficha finalmente havia caído. ERA ELA MESMA!! A sobrinha-lenda ali, diante da minha pessoa, uma oportunidade única. Logo me toquei, fiz o que qualquer homem com coragem o suficiente faria diante de uma mulher bela, muy bela, :

"Vamo dançar?"

Mulher bonita é uma raça que intimida.... ahahahahah Mas tudo tem uma explicação. A Carol é assim: Alva, cachos dourados, dona um sorriso absolutamente desarmante e, como se já nao bastasse, esbanja uma expressão de tamanha simpatia que só olhando para entender. E alta... ELA É ALTA, QUASE DA MINHA ALTURA!! É muita coisa para um pobre coração como o meu suportar AUHAuhAHUAHU. Dançamos um bom tempo uns forrozinhos lá no meio do salão e conversamos até bastante. Eu tinha que aproveitar. E aproveitei! Faltou os ritmos locais que nao pudemos desfrutar, visto que ela teve que deixar o local cedo pela bebê da Sil. Imprevistos...

O que posso dizer é que valeu muito ter conhecido a Carol. Ela voltará ao Sul e talvez jamais volte a pisar em solos paraenses, tal qual a Sil (/triste). Porém, creio que toda vez que ela lembrar daqui certamente irá recordar-se de um maluco que escreveu sobre ela e a tirou para dançar no meio de um baile de formatura. E isto, por sí, já vale a pena.

A sobrinha-lenda deu as caras. Apareceu numa festa estonteantemente bela. E dançou comigo!

Os Caçadores de Mitos procuram a verdade por trás dos Mitos, e tenho certeza que eles são mais felizes quando os mitos são uma mentira.

E eu, se fosse um Caçador de Mitos, estaria absolutamente frustrado porque esta pequena lenda pessoal chamada Carol, com todos os seus encantos, é a mais pura e cristalina verdade!

sábado, 15 de agosto de 2009

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Adrik Wildstep

Esse post é a continuação do A magia do rpg

Enjoy it...

Hoje ocorreu o inevitável. Ali, sob a água pura daquela fonte, foi momento de isolamento e quietude ideal para prantear as perdas. Desejei a volúpia simples de lágrimas, mas não me foi concedido. Ao contrário, uma angústia lancitante e pesar descomunais caíram sobre meus ombros, demonstrando um peso infinitamente maior do que as das pesadas placas de metal que me protegem. Hoje, na infinitude daqueles poucos minutos lembrei de Aramil, aquele pequeno e divertido tolo. Lembrei de Vondal e Brandis, a quem jamais tive oportunidade de agradecer apropriadamente por devolverem-me a vida quando caí na batalha contra aquele dragão e no assalto à casa em chamas frente aos mortos que caminham, respectivamente. Lembrei dos pequenos Tryn e Redver, sugados pelo vortex do destino. Sim, hoje foi o dia para prantear os que partiram.

E preciso me questionar o porque. Avandra, por quantas batalhas mais, com teu auxílio, terei de devolver a vida aos que me acompanham e, em medida dolorosamente igual, terei de vê-los partir diante de meus olhos sem que nada eu possa fazer para protegê-los? Incontáveis vezes roguei a Ti o poder para proteger aqueles que comigo caminham e incontáveis vezes tua benevolente mão a eles foi estendida. Mas porque Avandra, porque todo o meu esforço parece insuficiente para protegê-los no momento mais crucial?

Em minha mente ficará a imagem daquele elfo negro caído, sendo impiedosamente morto pelos nefastos Zentharins. Em minha mente ficará até o dia do meu encontro definitivo contigo a imagem de um elfo de aparência fria e ideais incontestáveis. Uma existência que preferiu toda a sorte de discriminação que habita a superfície a perecer junto aos hediondos caminhos que sua raça traça há gerações. E agora, diante deste túmulo e desta crua lápide improvisada de pedra, só há uma coisa na qual consigo pensar como homenagem final ao elfo negro Houndael.

“São nossas escolhas que revelam quem realmente somos, muito mais do que o lugar de onde viemos.

Que sua alma encontre a paz, meu caro Drow...”

Adrik Wildstep


A magia do RPG

Sim, sou jogador de RPG. \o/ Não mato pessoas, nao cultivo qualquer tipo e sociopatia tampouco esperem qualquer esteriótipo que os façam olhar e dizer "Ahh...aquele ali com certeza é um jogador de RPG". Poisé, eu sou "normal", como qualquer pessoa "normal". O que me faz abordar isto aqui hoje é um personagem que eu interpreto num jogo chamado Dungeons & Dragons. É um rpg medieval cheio de magia, dragões e toda a sorte de intrigas. Ele se chama Adrik Wildstep. É um anão paladindo seguidor da Deusa dos Viajantes, Avandra. Ele tem suas próprias idéias a respeito das coisas que ele vive, entao resolvi postá-las por aqui. Pode ser bem interessante a maneira como um personagem enxerga o mundo que o rodeia.

Enjoy it...

Eu acredito quando dizem que a morte é o fim. Eu a entendo como o final do deleite e da dor que pode significar viver. Os que morrem encontram, teoricamente, algum descanso, deixando aos que ficam a responsabilidade de carregar triste e saudosamente seus ideais, sonhos e crenças. E não quero dizer que ao morrer aquela pessoa deixa de existir em outros planos ou de outras formas. Eu apenas sustento a visão egoísta de que para nós, ou seja, os que ficam, é um penoso adeus final.

Eu respeito os mortos. Os respeito porque um dia eles caminharam sobre o mesmo chão que meus pés tocam, fossem eles conhecidos como respeitáveis heróis ou temidos vilões, fossem eles geniais artífices ou alguém que dorme ao relento. Eles foram alguma coisa e estiveram ali por algum desconhecido motivo. Portanto, ao morrer, eu os respeito por entender que a morte é indiferente a tudo aquilo que eles foram em vida. É o estado mais primordial desde o momento em que qualquer um de nós vislumbrou a luz do sol ou das estrelas ao nascer.

E hoje todas essas coisas trespassaram meus pensamentos como uma lâmina afiada retalhadora de almas, quando tive de escolher entre o corpo élfico de um companheiro caído em batalha e alguém vivo que era nosso objetivo dentro daquele inferno todo. Eu tive que escolher sozinho entre a vida e a não-vida. Tive mais uma vez deixar alguém para trás e isso reavivou minhas atrozes lembranças de Impiltur. No entanto, mesmo que este dilema me tortute impiedosamente, sinto que se eu entregasse meu companheiro caído nas mãos nefastas daquele sórdido Zhentarim, eu estaria entregando a ele bem mais que um “simples” corpo.

Eu também estaria entregando em suas mãos parte daquilo que sou.

Adrik Wildstep